a beleza importa filosofia

Por que a beleza importa?

Este é o título do documentário do filósofo Roger Scruton que assisti recentemente para buscar respostas sobre o belo e a importância da estética em nossas vidas.

Além da interpretação da carta astrológica, do Sol em Libra, a regência em Vênus 😂, eu queria ir atrás de uma explicação mais filosófica. Ter respostas para essa necessidade de eu estar sempre em busca do belo nas pequenas coisas, nos detalhes, no que é trivial para as outras pessoas.

Quem olha para esta foto da mesa posta pode ter sensações e pensamentos diferentes. Há quem ache fútil, desnecessário, vazio de sentido, apenas “instagramável”. Também há quem ache bonito, delicado ou não sinta nada. O conceito de que algo é belo é subjetivo, definido por bagagens pessoais.

Mas Scruton defende que a beleza não é apenas uma questão de gosto subjetivo, mas algo que dá sentido à vida, que atende a uma necessidade da alma. Me permitir colocar uma mesa bonita para o café da manhã é transformar algo banal em algo belo. É me conectar com a pessoa que sou, a que busca harmonia em todos os sentidos. É olhar com atenção e sentimento o que me rodeia. É criar conforto em meio ao caos. É me expressar criativamente.

Scruton fala que hoje não existem valores além dos que são úteis. Um prato, uma caneca, a comida, a arquitetura; tudo precisa ter uma utilidade no cotidiano. Apenas isso. E, assim, damos as costas para os pequenos encantos, abrimos mão do sentir e cavamos um buraco para o vazio espiritual.

Independente da visão de cada pessoa sobre o belo, que a gente possa ser capaz de encontrar sutilezas nos detalhes, construir boas memórias na rotina e se maravilhar com aquilo que é consolo para os olhos e para o coração.

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