Permissão para não se sentir bem

Permissão para não se sentir bem. 

Eu ouvi esta frase duas vezes nesta semana. Justamente na semana em que foi preciso estar presente em infinitas reuniões e demandas, passando por cima do meu emocional para dar conta de tudo. Como uma equilibrista de pratos. Afinal, todos nós somos um, não é mesmo? Corremos de um lado pro outro para manter os pratinhos rodando na ponta das varetas, dando impulso para que a gente um ou outro não desabe. 

Porque desabar é mostrar vulnerabilidade. E nessa sociedade racional e castradora não há espaço para o “hoje eu não posso, pois não estou bem”. Mesmo com tantas notícias ruins, que se juntam ainda aos embaraços da própria vida, não importa. É preciso fingir normalidade, sorrir, responder sim, estar disponível. Sempre. 

Por isso essa frase me fez refletir. Quais sentimentos eu estou negligenciando? Por que estou me desdobrando para atender tantos pratos? Acho que permissão para não se sentir bem é sobre sermos sinceros com o nosso momento e aceitar que não conseguimos socorrer todos os pratos. Que é preciso parar de girar alguns, lentamente, para que as mãos ainda consigam guardá-los no armário e dizer: “só por hoje, pode ser? Depois eu volto!”.

E tentar focar naquele que pulsa dentro de todos nós. Naquele que sempre nos acolhe e nos permite sentir, sem julgamentos, as nossas dores. 

Meu recado para você

Se a gente seguir nesse ritmo, não vai ter mais gente pra se abraçar no final disso tudo. Se cuida!

Afetuosamente,
Marina 🌿

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